Os segredos escondidos da cosmética: fragrâncias – Bars Natural

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Os segredos escondidos da cosmética: fragrâncias

As fragrâncias podem atender às necessidades emocionais e funcionais (ex: eliminação de odores) dos consumidores e são sem dúvida um dos principais motivos para a compra de um cosmético.
Quando não há um total conhecimento sobre a lista de ingredientes, o aroma é um dos poucos factores diferenciadores dos produtos e ao qual o consumidor acede às suas memórias e preferências pessoais para a escolha final.
São consideradas o verdadeiro segredo da indústria visto não necessitarem de ser identificadas no rótulo dos cosméticos.
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Que tipos de matérias-primas contêm as fragrâncias?

Podemos ter fragrâncias com componentes naturais, como os óleos essenciais, óleoresinas (exsudados), extractos e concentrados aromáticos, hidrolatos, ou o próprio aroma de determinadas plantas; e fragrâncias com componentes sintéticos, ou mais comumente, uma mistura destas duas categorias. Aproximadamente 95% dos ingredientes das fragrâncias são processados ​​quimicamente, o que enfatiza a importância de reavaliar urgentemente o seu uso.
Por serem misturas complexas de muitos aromas químicos ou óleos essenciais, é muito mais difícil avaliar o seu impacto social e ambiental. Embora sejam usadas ​​em quantidades relativamente baixas em comparação com outros ingredientes, o impacto em termos de sustentabilidade não é proporcional à sua quantidade.
Sabe-se que as fragrâncias têm baixa biodegradabilidade e contribuem para a poluição do ar, pois são compostos voláteis. Assim, a solução mais simples seria remover ou reduzir a concentração da fragrância ao máximo nos produtos cosméticos.
No entanto, o perfume é considerado um aspecto sensorial vital para os consumidores.

Quais são as alternativas mais sustentáveis?

Uma das alternativas mais ecológicas é incorporar misturas de óleos essenciais, oleorresinas e outros compostos aromáticos naturais. No entanto, esta opção envolveria um custo mais elevado e incomportável para os formuladores e consumidores. Usar apenas óleos essenciais é uma medida razoável, pois é mais ecológico que as alternativas sintéticas, mas ainda que não tão caro como as oleorresinas.
No entanto, usar fragrâncias de origem vegetal, não significa necessariamente que estas sejam mais sustentáveis.  Por exemplo, os óleos essenciais de sandâlo e pau-rosa estiveram associados a desflorestação massiva e outros óleos obtidos por práticas de agricultura convencional (não biológica) contribuem para um má gestão de recursos e contaminação dos solos.  Assim, a indústria de fragrâncias deve considerar trabalhar com produtores locais para garantir que as suas práticas agrícolas e de extração sejam sustentáveis, enquanto também contribui idealmente para programas sociais naquelas comunidades.
As fragrâncias sintéticas podem ser mais fortes, duradouras, mais sofisticadas e menos caras do que as naturais, mas sabias que a maior parte são provenientes do petróleo?

Então as fragrâncias naturais são sempre melhores…

Na verdade, todos os tipos de fragrâncias (sejam elas sintéticas ou naturais) foram associadas a possíveis irritações da pele, reações alérgicas e outros problemas de saúde. É o caso do óleo essenciai de lúcia-lima (natural) que não é permitido ser utilizado em cosméticos pela sua toxicidade ou alguns compostos de fragrâncias sintéticas serem conhecidos carcinogénicos e disruptores hormonais.
No nosso artigo “Quais os ingredientes que deves evitar nos cosméticos?” falamos de algumas deles.
Uma vez que as fragrâncias são referenciadas no rótulo pela palavra “perfume” invés de serem destacados de forma individual na lista de ingredientes, torna-se impossível para os consumidores conhecer a sua origem e evitarem determinados compostos.
Na BARS, como usamos óleos essenciais (naturais) como agentes aromatizantes e como consideramos também os seus efeitos terapêuticos, optamos por nomear os óleos essenciais individualmente e não como “parfum”, havendo total transparência sobre os ingredientes utilizados.
BIBLIOGRAFIA
  1. https://www.cosmeticsdesign-europe.com
  2. International Fragrance Association (IFRA)
  3. SCIENTIFIC COMMITEE ON CONSUMER SAFETY
  4. REGULAMENTO (CE) N. o  1223/2009 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 30 de Novembro de 2009
  5. Kulke, T. Fragrances and Sustainability. Perfum. Flavorist 2015, 40, 16–23. Panten, J.; Surburg, H.; Panten, J.; Surburg, H. Flavors and Fragrances, 1. General Aspects. Ullmann’s Encycl. Ind. Chem. 2015, 1–9.
  6. Bridges, B. Fragrance: Emerging health and environmental concerns. Flavour Fragr. J. 2002, 17, 361–371.
  7. Berger, R.G. Flavours and Fragrances: Chemistry, Bioprocessing and Sustainability, 1st ed.; Berger, R.G., Gunter, R., Eds.; Springer: Berlin, Germany, 2007; ISBN 9783540493396.
  8. O’Lenick, A.J.; Matson, E. Comparatively Speaking: Natural vs. Synthetic Fragrance; Cosmet. &Toilet.: Northbrook, IL, USA, 2011.

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